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quarta-feira, 25 de junho de 2025

Panquecas & Hobbits

junho 25, 2025 0 Comments

 Desde que o Re começou a ler um livro de Senhor dos Anéis todo final de ano, aqui em casa criou-se a tradição de alguém estar lendo Tolkien nesse período de Natal/Ano Novo. Nos últimos dois anos, a “tarefa” passou para mim, já que li O Senhor dos Anéis no final de 2022 e no ano passado As Duas Torres.

Eu li a trilogia lá em 2008, no meu primeiro emprego, emprestado por uma amiga. Naquela época comprar livros não era tão acessível pra mim, e lembro de ter lido vários livros emprestados do pessoal.



Agora, relendo Tolkien entendo bem o conceito de leitura conforto. A escrita é tão aconchegante, tão gostosa. Não necessariamente pra mim, uma leitura cozy precisa ser uma história levinha, a saga do anel, por exemplo, vai ganhando um peso maior a cada virar de página.

Em As Duas Torres, a gente já sente o peso – quase que literalmente – do fardo carregado por Frodo e nessas horas de tensão, quando o Sam ganha destaque com alguma passagem mais levinha (exemplo, ele cozinhando um guisado de coelhos as portas dos pântanos dos mortos) é quase como um abraço no leitor.

Quando finalizei a leitura, após quase dois meses, organizamos um final de semana pra assistir a adaptação de As Duas Torres na versão estendida, que tem quase 4 horas de filme.

Pra combinar com o tema – Hobbits – a gente queria comer algo gostoso, então no almoço fizemos macarronada, e a tarde, algumas panquecas com geleia e morangos.

Foi um dia bem aconchegante, com comidinhas gostosas e várias conversas sobre as passagens do filme/livro.

Apesar de gostar dos desdobramentos iniciais de As Duas Torres (a jornada de Merry e Pippin com os Ents, batalha do Abismo de Helm, os acontecimentos com o Saruman, etc) a parte final, com Sam, Frodo e Gollum, ainda é a minha favorita.

A leitura de SdA e o Retorno do rei ficará só pro final do ano :) Mas, até lá vou dar um jeito de ler algum livro único do Tolkien (acho que vai ser Roverandom).

Outra coisa legal pra se fazer é olhar o Atlas da Terra-Média, tanto pra relembrar, quanto pra visualizar melhor as regiões percorridas pelos personagens


sábado, 30 de julho de 2022

tá tudo esquisito e seria melhor nem publicar esse texto*

julho 30, 2022 0 Comments


Querida internet,

Estamos no início de maio e preciso confessar que pifei. Já faz um tempo, na verdade, mas só agora consegui elaborar um pouco do que está acontecendo. Tal qual meu primeiro notebook, comprado em 2011 pelo equivalente aos meus três primeiros salários da vida, um dia a minha cabeça decidiu travar e não funciona mais como deveria. A diferença é que o notebook em questão aguentou nove anos e talvez eu tenha vindo com um defeito de fábrica.

Uma das minhas partes favoritas da internet sempre foi sentir que ela era o meu lugar e, ao mesmo tempo, o lugar de todo mundo. Falar sobre mim mesma era um assunto fácil e fluido (talvez isso esteja soando um tanto narcisista, espero que não – estou cansada de diagnósticos). Apesar de ter “aprendido” a escrever com a faculdade de jornalismo, o meu lance sempre foi despejar palavras em blogs, longas conversas com amigos virtuais e redes sociais das mais variadas, processando meus sentimentos e experiências conforme crescia. Porque tinha retorno, sabe?

Como não era apenas o meu lugar, a internet possibilitou que eu conhecesse e me aproximasse de pessoas incríveis. A gente se identificou, discordou, trocou vivências e fluxos de consciência. Sempre penso nessa parte da minha experiência com as redes sociais (e a internet, de modo geral) como algo meio mágico, porque de fato foi.

No entanto, à medida que os anos foram passando, a internet mudou e eu também. Por uma junção de fatores que nem cabe aqui, passei a me sentir intimidada ao compartilhar a vida para sabe-se lá quem. Não era só constrangimento (embora talvez eu devesse ser um pouco mais autoconsciente?), tinha também também toda a questão da privacidade alheia, sabe? Qual é o limite? Desde quando a vulnerabilidade se tornou uma moeda social? Será que isso não é só… desrespeitoso? Tudo isso começou a me consumir uns anos atrás e apenas não quis mais lidar.

Dito isso, vou apenas ignorar o último parágrafo e voltar às origens pra fazer um grande overshare. Afinal, quem eu quero enganar? Tenho 30 anos nas costas e um blog em pleno 2022.

Ultimamente sinto como se eu estivesse numa espécie de limbo. Não é uma sensação desconhecida, já estive nesse mesmo lugar em vários momentos da vida. Mas, dessa vez, parece que não encontro nada para me agarrar e sair daqui. Minha carreira, meus passatempos, meu relacionamento, meu futuro, meus sonhos e expectativas pro futuro… Não tem uma trilha de migalhas na floresta, nem tampouco um barbante no labirinto. Nada tem feito muito sentido, nada soa estável o suficiente para eu me apoiar.

Para uma pessoa obcecada por controle, dá pra imaginar que as coisas não estão dando muito certo.

Não sei direito como e nem quando tudo começou pois, como disse, o limbo não é um local relativamente familiar. Não acho que eu seja capaz de criar uma linha do tempo e dizer com propriedade “É galera, foi aqui que deu ruim.” Mas uma coisa é certa: essa história de morar fora do país ativou gatilhos que nem sabia que existiam. Quando dei por mim, estava mal.

Mal mesmo.

Eis que voltei a morar no Brasil. Acho que essa foi uma das decisões mais difíceis que já tomei na vida. Afinal, ainda que seja a minha decisão não envolve apenas a minha vida. Seis anos atrás fui ao cartório assinar uns papéis pra dividir a vida com alguém – e essa pessoa está bem profissionalmente na França, gosta de morar lá e não fica completamente perturbado das ideias com as constantes mudanças. Tenho tentado rejeitar o sentimento pegajoso de culpa que o amor romântico carrega. Alguns dias dá certo, em outros não.

Por outro lado, foi a primeira vez em muito tempo que me permiti querer algo e agir de acordo com esse desejo. Fechei os olhos, respirei fundo e foquei no que era melhor para mim. Foi uma sensação de alívio, de esperança. Algo acendeu dentro de mim, como se fosse a fagulha da revolução contra o autoboicote. Faz tanto tempo que reprimo meus próprios sonhos (não pois alguém me força a sufocá-los, mas porque não me sinto merecedora e aprendi de uma forma distorcida que amar é sacrificar os próprios desejos em prol do outro – é, eu sei… pesado).

Nesse meio tempo entre perceber que estava muito mal e tomar decisões aconteceram muitas coisas, entre elas: tive um burn out (quem não?); pedi demissão do meu emprego após finalmente admitir pra mim mesma que odeio ser designer apesar de não fazer a menor ideia do que farei, profissionalmente falando; voltei a morar na casa da minha mãe, no quarto em que vivi durante a maior parte da minha vida (tem sido uma experiência de estranha familiaridade, porque muita coisa mudou mas ao mesmo tempo tudo continua igual? é confuso e conflitante); passei no reumatologista e descobri que tenho alto potencial de desenvolver uma doença autoimune um tanto assustadora (e, por isso, preciso fazer uma bateria extensiva de exames a cada seis meses pelos próximos cinco anos); pratiquei a surdez seletiva em conversas com o único propósito de questionar minhas atitudes (“Mas você não tem medo de acabar com seu casamento assim?” “Tem CERTEZA de que está fazendo a coisa certa?” “Talvez você só precise encontrar seu propósito…” “Mas você não tem cara de quem está com depressão” “Vocês não estavam planejando ter filhos?”); gastei dinheiro impulsivamente mesmo tendo plena consciência de que não tenho mais um emprego fixo; evitei enfrentar meus problemas gastando todo meu tempo e energia cuidando de outras pessoas e suas crises porque, de alguma maneira egoísta, ajudá-las me fazia bem; finalmente passei no psiquiatra e comecei a tomar antidepressivos pra algo que deveria ter sido diagnosticado anos atrás; pensei que nunca mais fosse chorar até que abri as torneiras e achei que nunca mais fosse parar.

Ou seja, está tudo esquisito.

Estou tentando dar tempo ao tempo e confiar no processo, pois sei que estou fazendo tudo que está ao meu alcance para ficar bem. Ao mesmo tempo, tô segurando tanta coisa há tanto tempo que tudo vai implodir. E eu estou plenamente consciente disso. Parece que minha cabeça está constantemente ligada, desesperada para achar uma solução enquanto meu corpo não tem um pingo de energia para agir de fato e mudar algo. E aquele sentimento pegajoso de culpa? Ele está por todos os lados e tenta alfinetar que a minha realidade é bem privilegiada e “muito melhor que a maioria”.

Então, por que não consigo simplesmente me conformar? Por que minha cabeça não fica em silêncio? Será que sou tão mimada assim? O que é esse sentimento constante de insatisfação e baixa autoestima? Como me livro disso? É possível se livrar? Como saber se estou exagerando e me preocupando com coisas que inventei ou se estou dando pouca importância aos problemas reais? Por que tenho medo de tudo? É só o combo de ansiedade & depressão ou tem algo a mais? Como pessoas normais funcionam? Todo mundo diz que sou forte, então por qual motivo me sinto tão fraca o tempo todo?






Os dias passam e sinto como se tivesse apenas dois estados: um descontrole irracional, pensando sem parar e beirando a histeria, falando um pouco alto demais e rápido demais; e outro completamente entorpecido, emocionalmente exausto, conformada em não fazer nada, afinal ‘vamos-todos-morrer-mesmo-nada-faz-sentido-ou-diferença’.

Qual é o meio termo? Eu não sei. Ainda.

Antes que você se pergunte, sim, comecei com a medicação e estamos em fase de ajustes. Mas não é como se tudo isso (agora você me imagina gesticulando pros parágrafos acima) fosse novo. Na verdade, é só uma amostra grátis da minha cabeça.

Esse é um post sem respostas e sem pé nem cabeça, mas cansei de guardar notas secretas no celular e rabiscar páginas de cadernos enquanto tento manter as aparências (sem muito sucesso, hah). 99% do que resta do meu bom senso me suplica para não clicar no botão de publicar, mas 1% de mim acha que o que quer que isso seja, é uma parte importante e válida do processo. Sinto uma espécie de alívio de… colocar assim, pro mundo, um pouquinho de tudo que tá acontecendo.

Do fundo do meu coração desequilibrado,

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

O Que Fazer Nas Férias?

janeiro 21, 2021 0 Comments

Acredito que a maioria dos estudantes já estejam de férias enquanto outros já estejam pertinho de tirar as merecidas férias no trabalho! Por isso fiz essa listinha pra você aproveitar bastante esses dias onde a vontade inicial é ficar o dia inteiro jogado no sofá, comendo besteira e assistindo seriados. Mas depois de alguns dias com esse detox ao contrário, você pode aproveitar algumas dessas ideias:

1 - Ficar em casa e...

• ler aquele livro que está na cabeceira da sua cama criando pó;

• combinar com os amigos de jogar online;

• cozinhar uma sobremesa e, se ficar bom, fazer para alguém especial. Colocar numa embalagem bonitinha e levar na casa da pessoa, ou até mesmo dar pra alguém que mora com você!

• tirar tudo do seu armário e testar novas combinações e peças que você nunca tinha usado e, já que está tudo pra fora, aproveitar pra limpar o guarda-roupa e deixar tudo mais ajeitadinho;

2 - Sair para...

• um parque com alguns amigos e fazer um piquenique;

• uma livraria. Ficar horas vendo capas bonitinhas, folheando os livros do sonho e conhecendo novos autores. E se leitura não é a sua praia, veja a sessão de cd's e dvd's;

• uma sessão de fotos! Não precisa chamar uma galera, mas pelo menos mais uma pessoa já dá pra tirar umas fotos bem mais legais e diferentes do que as selfies de todo dia lá em casa. Ah! E lembrem de ir pra um local bem bonitinho e iluminado!

3 - Viajar para...

• uma cidade vizinha. Viajar não é só ir pra outro país ou para as cidades mais badaladas. Você mora perto de tantas cidades, sempre tem algo diferente por lá. Escolha cidades atípicas para não se estressar com um amontoado de gente (como na praia). Vá na rodoviária e se perca com os diversos destinos!
• casa de um parente ou amigo. Obviamente ligue antes para saber se a pessoa estará disponível pra te receber. Não precisa exatamente dormir na casa da pessoa. Passar lá pra conversar e tomar um café já vai fazer o seu dia (e o da pessoa também!).



E quais são seus planos para as férias?
Até a próxima ♥

quinta-feira, 23 de abril de 2020

A vida se impõe.

abril 23, 2020 0 Comments

 Às vezes a gente leva tanto tempo para tomar decisões que a vida se encarrega por nós.

Dado os últimos acontecimentos da minha vida que (ainda) não pretendo elaborar aqui, tenho pensando bastante nessa máxima de que a vida se impõe. Os dois últimos meses foram bem difíceis, envolvendo problemas de saúde e uma sensação constante de que o pouco de controle sobre vida que tenho fugia, escorrendo por entre os meus dedos.

Tá tudo (quase) bem agora e estou vivendo (mais um) reajuste de rota. Nesse período, voltei a ouvir alguns podcasts para preencher meus dias. Em um dos primeiros episódios do Gostosas Também Choram, da Lela Brandão, ela fala sobre intuição. Mais especificamente, sobre a intuição feminina. E não tem nada de místico nesse papo, pois parte do princípio que a intuição é um sentimento manifestado a partir de uma tomada de decisão, um conhecimento inconsciente pautado em experiências anteriores.



Tal qual a Lela, eu também não usaria o adjetivo ‘intuitiva’ para me definir. Isso porque não costumo confiar muito na minha voz interna antes de qualquer parecer. Fico enrolando, debatendo o assunto incessantemente e pedindo conselhos nas sessões de terapia e/ou com pessoas próximas. Tudo sob o pretexto de ‘respeitar meu tempo’.

Até que a vida se impõe e a escolha é tomada por mim.

Na maioria das vezes, o resultado é aquele que esperava – ainda mais depois de tanto refletir sobre todos os cenários possíveis e imagináveis. Mas eu não tive agência sobre a situação, entende? Não tomei as rédeas da minha própria vida e disse ‘é assim que quero que aconteça’.

Esse é um dos pontos de atenção que levantei recentemente. Especialmente quando o assunto são aquelas decisões mais importantes e sérias – aquelas mesmas, que reajustam rotas e mudam os caminhos que seguimos. Quero confiar mais no meu discernimento nesses raros momentos que a vida nos proporciona um gostinho de ter controle sobre a situação.

No podcast, a Lela comenta sobre como a experiência masculina é diferente e a gente mal fala sobre ‘intuição masculina’ pois os homens crescem aprendendo a confiar em si mesmos, num geral. Eles simplesmente sabem – não confabulam, não passam pelo aspecto intuitivo da tomada de decisão, não precisam de (tanta) validação. Porque seria tirar deles o poder de escolha. Como mulher, esse processo é um pouco mais complexo – individualmente e coletivamente. E, talvez, parte da minha insegurança em relação à intuição venha daí: num geral, temos as nossas escolhas descredibilizadas, questionadas e até mesmo zombadas.

Ao invés de ouvir a voz dentro da minha cabeça que duvida de mim mesma e quer me calar, tenho tentado ouvir aquela outra voz, mais fraquinha e tímida, que fala “Quando você passou por tal coisa tal coisa aconteceu… E se a gente fizesse assim?”. Ainda é um esforço ativo, mas tudo nessa vida precisa de prática, não é?

Tenho fé que, logo menos, esse esforço vai se transformar em um movimento mais fluido e natural, que vou parar de confiar tanto nas vozes externas pra validarem as minhas escolhas.

E simplesmente confiar em mim mesma.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Janeiro, 1.

janeiro 01, 2018 0 Comments

 

Hoje inicia-se a primeira página de um livro em branco, cuja história só cabe a nós e tão somente a nós escrevermos. O final? Não dependerá de ninguém além de nós.
O ano que acabou de partir não foi um dos melhores da minha vida, confesso, mas também não está entre os que lembro com aflição. Foi um ano cansativo e difícil, mas pelo que sou grata por ter aprendido muitas coisas.

Naturalmente o início de um novo ano nos desperta sentimentos de mudança e entusiasmo, mas sejamos sinceros, eles não duram nem até o final do mês. As listas enormes de resoluções se perdem na rotina de sempre e nos vemos fazendo tudo de novo, de novo e de novo.

Eu mesma sou mestra nisso. Esse ano eu não vou fazer listas gigantes de coisas que eu sei que não vou conseguir cumprir, não quero me frustrar quando perceber que falhei miseravelmente. Sendo assim, subdividi meus objetivos em poucas áreas de foco e no decorrer do ano se eu conseguir desenvolver coisas dentro dessas áreas muito que bem, caso contrário não irei me cobrar e nem me autoassolar por isso. São elas:

- família: quero me dedicar mais à minha família em todos os aspectos, desde passar mais tempo de qualidade com eles, como cuidar de fato de todos de todas as formas que conseguir (isso inclui meus amigos querido também).

- Alice: quero priorizar ela em todos os sentidos: educação, memórias afetivas positivas, alimentação, saúde, tratamentos e principalmente os estímulos para ajudá-la em seu desenvolvimento.

- saúde: quero emagrecer, colocar meus exames em dia, investigar e cuidar do que não está legal, manter uma rotina alimentar saudável, fazer atividades físicas, beber bastante água, praticar meditação e iniciar o processo de retirada de carne da minha dieta.

- hobbies: quero ler mais, assistir mais séries e filmes legais, aprender o básico de costura, aprender uma arte manual nova (crochê ou tricô) e me empenhar diariamente na prática de caligrafia (pelo menos uncial, esse ano).

- estilo de vida: quero conseguir manter as minhas coisas e a minha casa organizada sempre, praticar o essencialismo, doar tudo que não uso, manter meu guarda-roupa organizado (!!!) e só com o que eu realmente gosto e uso, evitar a procrastinação e me organizar financeiramente.

E quais são os desejos de vocês para esse ano?


Que esse seja o melhor ano de nossas vidas e que não deixemos nem um único dia de plantar uma sementinha para isso acontecer. Feliz 2018 ♥